Governo filipino pede ao DoJ que feche o esquema Crypto Ponzi

A ameaça das fraudes Bitcoin cresce a cada dia, com os países agora despertando para a ameaça que estes atores poderiam representar para sua segurança. O governo filipino está agora procurando a assistência dos Estados Unidos para ajudar a derrubar um esquema que apareceu em seu radar.

Fazendo-se passar pelo Chefe de Finanças

Um relatório recente do Business Inquirer confirma que o Secretário de Finanças filipino Carlos G. Dominguez III havia levantado preocupações sobre o uso de sua imagem e semelhança no esquema da Revolução Bitcoin. Em uma carta ao Secretário de Justiça Menardo I. Guevarra, Dominguez explicou que a popular plataforma comercial falsa havia usado seu rosto para promover vários anúncios no Facebook.

Ele acrescentou screenshots à carta, mostrando uma imagem que afirmava ter investido também na plataforma.

„Manobras de investimento similares usando os nomes de algumas autoridades financeiras e do Tesouro em outros países, bem como de celebridades filipinas, são igualmente usadas na tentativa de enganar o público para cair no esquema“, acrescentou o chefe das finanças.

Dominguez indicou que ele entrou em contato com o Facebook, e a empresa imediatamente retirou o anúncio. Entretanto, ele entende que estes criminosos poderiam simplesmente mudar para outras plataformas de mídia social e gerar anúncios falsos lá. Assim, ele pediu ajuda ao Escritório de Crimes Cibernéticos do Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) para parar e rastrear as origens dos anúncios.

Esquemas de Ponzi nas Filipinas

A Revolução Bitcoin tem sido um espinho significativo do lado do governo filipino. Ela apareceu pela primeira vez no radar do governo em abril, com a Comissão de Valores Mobiliários das Filipinas (SEC) emitindo um aviso de que a plataforma havia começado a ficar fora de controle.

Na época, o aviso afirmava que o esquema Ponzi tinha como alvo investidores filipinos, australianos e europeus. Como todos os esquemas Ponzi, a Bitcoin Revolution oferecia altas taxas de retorno, com investidores prometidos até 300% de retorno diário. A empresa também alegou ter um software que produzia negócios com uma taxa de sucesso entre 88 e 95 por cento.

A SEC acrescentou que qualquer pessoa que atuasse como corretor, vendedor, revendedor ou agente da empresa poderia cumprir até 21 anos de prisão e pagar até US$ 100.000 em multas. Apesar da afirmação do órgão regulador de que a empresa estava oferecendo títulos não registrados, no entanto, ela persistiu.

No mês passado, o Departamento de Finanças publicou um comunicado à imprensa confirmando que os golpistas haviam usado um anúncio falso que alegava que o governo havia criado uma plataforma de negociação conhecida como „Bitcoin Lifestyle“. Além de Dominguez, o anúncio falso afirmou que o presidente filipino Rodrigo Duterte o havia endossado e instou todos os cidadãos a „aprender“ e „se envolver rapidamente“ com a plataforma.

A Revolução Bitcoin não é o único esquema Ponzi com o qual os filipinos tiveram que lidar. Em abril, a SEC do país advertiu os cidadãos sobre The Billion Coin, um projeto de criptografia „baseado na abundância“ que havia começado a ganhar força no país. A agência lembrou a qualquer um que pensasse em se envolver no esquema que poderia enfrentar multas e décadas de prisão, afirmando que a The Billion Coin era uma operação fraudulenta que não havia sancionado.